O calendário do SRO V3.1 entrou em sua fase mais crítica.
A partir de 2 de setembro de 2026, começa oficialmente o período de homologação e testes integrados da nova versão. Pouco menos de três meses depois, em 1º de dezembro de 2026, começa a obrigatoriedade do envio das operações abrangidas pelo novo leiaute.
E a pergunta que as seguradoras precisam fazer agora é simples:
sua operação está realmente pronta para começar a homologação?
Não apenas com o arquivo desenvolvido. Mas com dados, integrações, regras, validações e processos preparados para suportar os testes sem transformar os próximos meses em uma corrida contra o prazo.
A homologação não deveria ser o momento de descobrir a sua base
A versão 3.1 representa uma expansão importante do SRO. Enquanto a versão atualmente em produção contempla os grupos 1 e 2, a 3.1 passa a abranger oito grupos de operações, incluindo novos seguros de pessoas, previdência complementar aberta e assistência financeira.
Isso significa mais dados, novas estruturas e mais relações que precisam funcionar corretamente até a entrega regulatória.
E é justamente aqui que está o risco de repetir dificuldades já vistas durante evoluções anteriores do SRO.
Na implementação da V3, a própria Susep estabeleceu testes integrados, acompanhamento periódico e reuniões semanais durante a fase de transição. Após a entrada em produção, o leiaute ainda precisou receber uma atualização emergencial, inclusive para corrigir uma situação que impedia determinadas supervisionadas de registrar algumas operações de cosseguro.
A evolução faz parte de qualquer processo regulatório dessa dimensão.
Mas, para a seguradora, existe uma diferença enorme entre identificar ajustes durante uma operação preparada para testar e descobrir, perto da obrigatoriedade, que o problema está várias etapas antes do arquivo final.
É por isso que a homologação precisa ser tratada como validação, e não como ponto de partida.
Layout novo não resolve dado sem governança
Quando um erro aparece no SRO, sua origem nem sempre está no SRO.
Pode estar em um sistema legado. Em um campo preenchido de maneira diferente entre áreas. Em uma integração. Em uma transformação não rastreada. Em uma informação que sequer foi capturada corretamente na origem.
Por isso, antes de 2 de setembro, vale responder algumas perguntas:
Se muitas dessas respostas ainda dependem de planilhas, conferências manuais ou conhecimento concentrado em poucas pessoas, existe um sinal de alerta.
Trocar o layout sem arrumar a base é apenas mudar a aparência do problema.
De setembro a dezembro: o momento é de testar, corrigir e estabilizar
A própria Susep determina que os testes integrados da V3.1 sejam realizados pelas empresas alcançadas pelas Circulares 710, 711, 713, 714 e 715 de 2024.
Portanto, os próximos meses não deveriam ser utilizados para começar a entender a obrigação.
São a janela para colocar o processo à prova, encontrar inconsistências, corrigir a origem e chegar a dezembro com uma operação estabilizada.
Quem deixa para olhar apenas o arquivo final corre o risco de encontrar tarde demais um problema que começou muito antes dele.
O SRO V3.1 começa agora. Sua seguradora está pronta?
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Essa experiência inclui o acompanhamento das evoluções do SRO e a implementação de versões anteriores junto às seguradoras, trazendo para a V3.1 não apenas conhecimento do novo leiaute, mas aprendizados de quem já conhece os desafios dessa jornada na prática.
Da preparação dos dados à homologação, validação, rastreabilidade e entrada em produção, a add pode apoiar sua seguradora para que 1º de dezembro seja uma data planejada, e não uma corrida contra o prazo.
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