3 aprendizados da addplay “IA depois do hype” para projetos de seguros

3 aprendizados da addplay “IA depois do hype” para projetos de seguros
3 aprendizados da addplay “IA depois do hype” para projetos de seguros

A inteligência artificial já deixou de ser apenas uma promessa distante. Agora, o desafio das empresas é transformar experimentações em soluções capazes de gerar resultados concretos.

Na addplay “IA depois do hype”, Paulo Haimann Pinto – PhD, arquiteto de Cloud e IA, e Aldo Pires, CEO da add, discutiram o amadurecimento da tecnologia, os motivos que levam tantas iniciativas a não avançarem e os caminhos para uma adoção mais estruturada.

Para o mercado de seguros, que combina grandes volumes de dados, sistemas legados, exigências regulatórias e processos críticos, três aprendizados merecem atenção

Projetos de IA devem começar pelo problema, não pela tecnologia

Um dos principais motivos para o baixo retorno das iniciativas de IA é a ausência de um objetivo de negócio claramente definido.

Muitas empresas começam testando modelos, ferramentas e assistentes apenas porque precisam “fazer alguma coisa com IA”. O resultado são provas de conceito interessantes, mas que não chegam à operação ou não produzem ganhos mensuráveis.

Em projetos de seguros, a primeira pergunta não deve ser “qual IA vamos utilizar?”, mas:

Qual problema queremos resolver e qual resultado esperamos gerar?

A tecnologia pode apoiar diferentes frentes, como:

análise e validação de dados regulatórios;
automação de tarefas operacionais;
desenvolvimento mais rápido de sistemas;
apoio à análise de sinistros;
identificação de inconsistências;
melhoria da experiência de clientes e corretores.

O caso de uso precisa estar relacionado a uma redução de custos, aumento de produtividade, mitigação de riscos ou geração de novas receitas. Sem essa conexão, a iniciativa dificilmente ultrapassará a fase de demonstração.

A IA depende de uma base tecnológica e informacional sólida

A IA não corrige automaticamente processos desorganizados, dados inconsistentes ou sistemas que não se comunicam.

No setor de seguros, esse desafio é especialmente relevante. Muitas companhias ainda convivem com diferentes sistemas legados, bases fragmentadas, informações com padrões distintos e integrações limitadas.

Antes de escalar uma solução, é necessário organizar elementos como:

qualidade e governança dos dados;
regras e conceitos do negócio;
APIs e mecanismos de integração;
permissões de acesso;
documentação dos processos;
arquitetura e segurança da informação.

Durante a addplay, também foram destacados conceitos como ontologias, skills, MCPs e agentes de IA.

Na prática, isso significa estruturar o conhecimento da organização para que a inteligência artificial compreenda conceitos, consulte sistemas, siga procedimentos e execute tarefas dentro de limites claramente definidos.

Para uma seguradora, não basta permitir que a IA acesse informações. É necessário garantir que ela compreenda o significado desses dados, respeite as regras aplicáveis e consiga apresentar resultados rastreáveis.

Automação não elimina a necessidade de conhecimento humano

Quanto mais atividades forem realizadas por agentes e sistemas inteligentes, maior será a necessidade de profissionais capazes de orientar, supervisionar e avaliar essas soluções.

A IA pode gerar código, revisar documentos, identificar contradições, executar testes e automatizar tarefas repetitivas. Mas a definição do problema, a validação das decisões e a responsabilidade pelos resultados continuam exigindo participação humana.

Em ambientes regulados, o chamado human in the loop, ou humano no processo de decisão, torna-se ainda mais importante.

Os profissionais precisarão compreender:

o negócio de seguros;
os processos operacionais;

as regras regulatórias;

a arquitetura tecnológica;
os riscos e limitações da IA.

A alta performance deixará de ser medida apenas pela quantidade de tarefas executadas. Ela também será determinada pela capacidade de orientar agentes, interpretar resultados, questionar respostas e transformar tecnologia em valor para o negócio.

Depois do hype, começa o trabalho de verdade

A próxima fase da inteligência artificial será menos orientada por demonstrações e mais pela capacidade de entregar resultados sustentáveis.

Para o mercado de seguros, isso significa combinar três tipos de conhecimento:

conhecimento sobre IA, conhecimento tecnológico e conhecimento profundo do ambiente segurador.

A adoção responsável não depende apenas de escolher uma ferramenta. Ela exige estratégia, arquitetura, dados confiáveis, integração, governança e acompanhamento humano.

É dessa combinação que surgem projetos capazes de sair do laboratório, entrar na operação e gerar impacto real.

Conheça também as soluções de Inteligência Artificial da add e descubra como transformar oportunidades em projetos seguros, estruturados e orientados a resultados.

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